Lendo aqui que, felizmente, o jogador recebeu alta hoje, depois de três dias hospitalizado em função do acidente que sofreu de carro na noite de sexta passada.
O carro de Henrique caiu de um penhasco de 200 metros de altura na Serra do Rola Moça, em Brumadinho.
Só um milagre de Deus explica o jogador ter sobrevivido.
E outro milagre, desta vez operado por servidores públicos da saúde e da segurança pública, explica o sucesso da operação de resgate e socorro de Henrique.
A ação empregou mais de duas dezenas de brigadistas dos Bombeiros e da Polícia Militar, além do SAMU. Foram cinco horas de tensão que envolveram até descida de rapel.
Após o bem-sucedido resgate, Henrique foi levado para o HPS João XXIII, em Belo Horizonte, onde ficou sob cuidado dos médicos e enfermeiros do SUS.
No momento em que o servidor público é vítima de um ataque sem precedentes por parte do governo do Estado, essa história do Henrique mostra um pouco do milagre que o serviço público opera na vida de milhares de pessoas que precisam da estrutura pública todos os dias, pobres ou ricas, da capital ou interior.
A rede de cuidados que o Estado empreendeu aqui exigiu o trabalho de servidores altamente capacitados.
Assim também foi no resgate dos corpos submersos no mar de lama de Brumadinho.
Assim é quando professores se desdobram para garantir a educação em qualquer parte de Minas.
Assim é quando servidores da Justiça se empenham no cumprimento de mandados judiciais.
Há muito o que melhorar no serviço público, mas não é destruindo o servidor que isso será resolvido.
Alterar de forma unilateral a Previdência, eliminar direitos e desestimular a carreira do servidor, como o governador Romeu Zema pretende fazer, é no fim das contas destruir o próprio serviço público.
O cidadão mineiro não pode depender de milagres!
Seguimos na luta por mais respeito ao servidor e melhor prestação de serviços públicos a toda a população!