Você já ouviu falar da licitação de R$ 1,1 milhão que o STF queria fazer no ano passado para a compra de lagostas e vinhos finos?
E do auxílio-moradia de R$ 4.377,73 que os juízes recebiam mesmo se tivessem casa na comarca de atuação?
Ter sido o autor das ações populares que denunciaram esses dois absurdos está entre as minhas iniciativas de maior orgulho.
As duas ações tiveram o mesmo DNA: a indignação.
Ao mesmo tempo, eu carregava o sentimento de que não apenas DEVIA, mas PODIA fazer algo.
Então tomei o caminho de ajuizar ações populares. Ambas repercutiram muito na mídia nacional. Por muitos dias renderam pautas em programas de TV, de rádio, matérias de destaque nos jornais. E ambas as ações foram bem-sucedidas, considerando que expuseram os privilégios e forçaram sua revisão.
No caso do auxílio-moradia, a ação foi ajuizada no STF em 2016 e teve como resultado o fim do pagamento desta verba para magistrados que possuíssem casa própria. Para se ter uma ideia da importância dessa medida, a economia anual chega a R$ 60 milhões somente para os cofres públicos de Minas Gerais!
Já o pregão eletrônico que visava abastecer a despensa do STF com lagostas, camarões e vinhos premiados terminou com lance 60% a menos, uma economia final de cerca de R$ 500 mil.
Na condição de pré-candidato a vereador em BH, pretendo levar essa experiência de fiscalização do dinheiro público para a Câmara Municipal. O Legislativo Municipal pode muito nesse sentido, principalmente cobrando a máxima transparência em todos os contratos, licitações e gastos que envolvem o dinheiro do contribuinte belo-horizontino.