Alíquota progressiva é a granada do Zema no bolso dos servidores

15 de julho de 2020

O governo Zema faz de tudo para repetir em Minas os piores exemplos de ofensas e desrespeito que Paulo Guedes propaga contra os servidores.

A pegadinha da vez é a alíquota progressiva como modelo para a contribuição previdenciária dos servidores.

A progressividade é a granada do Zema, inspirado na granada que Guedes se gabou de ter colocado no bolso do servidor quando congelou os salários.

A alíquota progressiva é a espinha da reforma previdenciária em discussão na Assembleia. Sob um manto falso de “justiça fiscal”, a proposta de escalonar as contribuições entre 13% e 19% esconde uma fabulosa armadilha.

Um vídeo produzido por entidades sindicais de Minas, em circulação nas redes sociais, explica muito bem isso. Acompanhe esse exemplo, baseado na tabela do Imposto de Renda, para entender onde mora o perigo:

Em 2000, todo trabalhador que recebia até R$ 900 (5,9 salários mínimos à época) estava isento do IR. Hoje o limite de isenção caiu para R$ 1.800, equivalente a 1,8 SM.

Em 2000, o trabalhador que recebia acima de R$ 1.800 (11,9 SMs à época) se enquadrava na faixa de 27,5%. Hoje quem recebe mais de R$ 4.664 (4,4 SMs) paga 27,5%.

Viu como o “Quem ganha menos paga menos, Quem ganha mais paga mais” é conversa para boi dormir?

Com o tempo, a progressividade vai fazendo o trabalho sujo de comer o salário do servidor igual ocorre com a tabela do IR. Vai corroendo o poder de compra. A cada recomposição, o servidor deixa uma fatia do seu salário muito maior do que deixaria se continuasse na alíquota única.

Está claro que é um confisco salarial.

Essa reforma previdenciária da forma como está tramitando, em meio à pandemia, é uma agressão ao servidor. Essa armadilha da progressividade, é mais uma razão para dizermos “Não à Reforma Previdenciária do Zema”.