Servidor concursado não aceita rachadinha. Estabilidade não permite nomeação política. Estamos diante de uma grave ameaça ao serviço público no país, do qual o fim da estabilidade é o mais perigoso sinal. Não faz tanto tempo, as indicações políticas e as pressões econômicas é que determinavam quem ficava e quem era demitido do serviço público. A quem interessa isso de volta?
Há pontos no serviço público para serem reformados e isso ninguém discorda. Contudo, não podemos aceitar o fim da estabilidade, mesmo se essa medida valer somente para futuros servidores. Essa garantia constitucional é a maior blindagem que o cidadão tem de que o serviço público será, de fato, prestado de forma impessoal e independente, e que desta forma estará o mais distante possível dos interesses políticos ou econômicos de ocasião.