
“Mude de lugar, mas não esqueça as raízes.” A frase atribuída ao célebre escritor francês Victor Hugo (“Os Miseráveis”) foi a primeira coisa que me ocorreu quando decidi postar o
#TBT de 17/09 relembrando minha história com a ASSPROM, a Associação Profissionalizante do Menor.
Meus olhos marejam enquanto puxo as lembranças daquele tempo…

Como tantas famílias de baixa renda de BH, minha mãe viu na ASSPROM uma luz em direção ao meu ingresso no mercado de trabalho.
Comecei em um escritório de advocacia e, 6 meses depois, meus chefes resolveram me “devolver” à ASSPROM por causa da baixa demanda. Chorei muito… Não imaginava que a ASSPROM já tinha uma outra posição para mim.

E então fui trabalhar no Juizado da Infância e Juventude. Ali comecei a construir relações de confiança e amizade que foram decisivas na minha trajetória junto ao Poder Judiciário.
Como Dona Clea, a diretora do Juizado. Sabendo que, ao completar 18 anos, venceria meu contrato com a ASSPROM, ela se empenhou e conseguiu me indicar como mensageiro terceirizado na sede do TJMG.

No TJMG, conheci pessoas maravilhosas. Aqui cito o Dr. Ronaldo Botrel, assessor judiciário e também professor no cursinho Orville Carneiro. Com ajuda dele e de outros assessores, consegui estudar para o concurso do TJ, sendo aprovado e por fim tomando posse em julho de 2002.
Contar essa história nos tempos de hoje, de pandemia destruindo empregos e sonhos, faz todo o sentido porque nos remete à importância de ativarmos políticas públicas que incentivem o primeiro emprego.


Como aconteceu comigo, muitas histórias são reescritas quando jovens de baixa renda têm uma chance, uma oportunidade, uma mão estendida para trabalhar e crescer como profissionais e como cidadãos. Disse isso na Feira das Profissões, quando palestrei para os jovens da ASSPROM junto com o coach Charles Peterson (foto no carrossel).

Como pré-candidato a vereador, entendo que a Câmara de BH pode muito nesse sentido, e é esse propósito que me move e me faz acreditar em um futuro mais justo e menos desigual.