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#TBT de 03/09 foi sobre o tempo em que os deputados mineiros não tinham medo do povo!
Do tempo em que a Assembleia de Minas votava pautas importantes de portas abertas, com galerias lotadas, corredores ocupados. E não de forma acovardada, como aconteceu com a votação da reforma previdenciária.

Esta semana, a democracia foi pisoteada em Minas. O governo Zema, com carta branca desta legislatura, chegou ao cúmulo de enviar atiradores de elite para intimidar manifestações mais que legítimas.
Não vou estender muito no resultado, já demasiadamente noticiado: mais tempo para se aposentar, contribuindo mais e recebendo menos.

Basta ver a composição da Assembleia para deduzir facilmente que nós, servidores públicos, seríamos derrotados nos nossos interesses, que são também os interesses da população mineira que tem direito a um serviço público de qualidade, prestado por servidores valorizados.

Somos milhares de professores, gente da segurança pública, área da saúde, pessoal do Judiciário, equipes de infraestrutura, administrativos e serviços gerais.
Entretanto, o que vimos mais uma vez é que A REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL EFETIVAMENTE COMPROMISSADA CONOSCO É MÍNIMA!

Será que votamos mal?

Será que estamos elegendo adversários em vez de aliados?

Algumas categorias já apontaram o caminho que funciona: eleger gente nossa! Os professores fizeram assim, os policiais também. Eles hoje têm deputados, têm senadores e vereadores.

Ter uma representação assim pode não resolver tudo; pode até não garantir vitória em todas as pautas. Mas são estas vozes, sempre, as que se levantam em nosso favor e garantem algum avanço ou barram retrocessos ainda piores.
Então esse é mais um episódio que pede reflexão. Temos este ano eleições municipais.

Vamos eleger prefeitos e vereadores.

Daqui dois anos, em 2022, voltaremos às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais.
Ou elegemos gente nossa, ou elegemos gente com outros interesses!
Pense nisso!
