A artilharia do governo federal em direção à estabilidade do servidor público concursado, como todos estão acompanhando, me trouxe a recordação das muitas batalhas que travamos em Brasília.
Centro das principais decisões da vida nacional, Brasília foi meu destino em muitas e muitas frentes de luta ao longo destes dez anos de atuação no SINJUS-MG, sendo seis deles como coordenador geral.
É também em Brasília que fica a sede da FENAJUD, a Federação Nacional dos Servidores do Judiciário, da qual sou diretor jurídico, atualmente licenciado em função da campanha eleitoral.

Por isso, o
#TBT de 10/09 trouxe momentos vividos na capital do país.

Seja no Congresso Nacional (pautas como a reforma da previdência e a PEC 59), no Supremo Tribunal Federal (julgamento de ADIs) ou em eventos da representação sindical (congressos e encontros de servidores), nossa presença sempre se pautava pela convicção de que SÓ A LUTA GARANTE direitos e avanços. Ou, em muitos casos, evita retrocessos ainda piores.


Essa máxima está agora mais viva do que nunca. Fragilizar a estabilidade do servidor concursado – mesmo se valer somente para os futuros servidores – é um grave atentado à impessoalidade do serviço público. Como tem sido dito, o risco de voltarmos aos tempos da pressão política ditando quem fica e quem sai do serviço público é grande.

Essa nova “granada” no bolso do servidor brasileiro serve também para reforçar a necessidade que temos de construir nossas próprias representações institucionais. Muitas categorias já abraçaram essa lição. Os melhores exemplos vêm dos professores e pessoal da segurança, que como sabemos possuem deputados, senadores e vereadores eleitos com a força de suas bases.
Porque é isso: ou elegemos gente nossa

ou elegemos gente com outros interesses! E a conta sempre chega…